O que escolher, então? O peso ou a leveza? (...) Parmênides respondia: o leve é positivo, o pesado é negativo. Teria ou não teria razão? A questão é essa. Só uma coisa é certa. A contradição pesado/leve é a mais misteriosa e ambígua de todas as contradições

Thursday, November 26, 2009

Ser bom

Escrever, para mim, sempre foi uma válvula de escape. Quando eu estou triste ou apenas sozinha, querendo companhia, é escrevendo que converso comigo. Pensando também converso comigo. Escrevendo, todavia, eu consigo me enxergar e me compreender melhor.

A dor fica saltitando quando eu sofro. Como se pulasse dentro de mim. Às vezes em pulos baixinhos, sem sair de dentro, noutras vezes com fortes saltos que saem e tomam o mundo todo afora.

Quando a dor pula baixinho, ela pula pesadamente. É algo próximo a uma bigorna dando micro-pulinhos dentro do meu coração. Eu preciso deitar, para aguentar o peso dela. Agora estou deitada escrevendo com o notebook em cima da barriga. Pose clássica do século XXI. A pose dos novos tempos.

É, eu quis muito ser boa demais, mas esse é o pior erro. Mal nascer, já boa ser. Freud disse que toda criança é um cruel polimorfo. Sim, inocentemente cruéis, exceto os bobos. E de bobos e loucos o inferno é feito. Inferno não é lugar pra gente ruim não, é lugar para quem se fode! Sério mesmo!

Para sermos bons, bons de verdade, temos que saber ser maus primeiro. Na mesma lógica materialista dialética e histórica de Marx, que falava que o socialismo seria um passo seguinte à instauração do capitalismo e todas as suas mazelas. Temos que conhecer todos os podres da ruindade, para sermos bons. Só sendo ruim.

Ruim, eu digo, com os outros, com o mundo que te fizer mal. Sejamos bons conosco desde sempre! Mas bons com os outros? Só depois de saber ser ruim, porque quem não sabe ser ruim, não sabe se proteger e se cuidar. Aí é pau viola!

Vou no meu desiderato caminho torto às avessas, seguindo o fluxo do que se chega e diz 'Olá', sem tanta pretensão, mas necessariamente imediato ao instante que se passou.

Au revoir!

Ano novo vida nova...

Gente, 2009 está acabando e eu resolvi fazer um "apanhado" geral do meu ano.

Todo começo de ano eu costumava fazer uma lista (como muitos por aí) contendo minhas metas e objetivos de melhoria para o ano que começa. Esse ano, fiz ao máximo para seguir "a risca", imprimi a lista e tudo!

Vamos ver o que eu consegui:

MELHORIAS 2009:

1) BELEZA/ESTÉTICA/SAÚDE

- DIETA (OK)
- EXERCÍCIOS (OK)
- HÁBITOS SAUDÁVEIS (OK)
- CABELO (OK)
- UNHAS (OK)
- SOLA DOS PÉS (1/2 OK)
- EVITAR COSTUMES NOCIVOS (OK!!!)
- DIMINUIR/EVITAR BEBIDAS ALCÓOLICAS (OK!!!)

2) ACADÊMICAS/CULTURAIS/FINANCEIRAS

- LIVROS (OK!!!)
- JUNTAR DINHEIRO (----)
- ESTUDAR DIREITO TRIBUTÁRIO (---)
- PROCURAR EMPREGOS TEMPORÁRIOS (---)
- ESTÁGIO (--)
- SER MAIS TRANQUILA (1/2 OK)
- DEPOSITAR DINHEIRO NA POUPANÇA (----)
- ANDAR DE ÔNIBUS E A PÉ, DEIXANDO O CARRO + EM CASA (1/2 OK)

3) RELACIONAMENTOS

- DAR MAIS ATENÇÃO E SAIR COM OS AMIGOS (--)
- EVITAR BRIGAS E TER MENOS CIÚMES (----)
- FIM DE D.R.'S (------)

4) ORGANIZAÇÃO/LIMPEZA

- NÃO DEIXAR O ARMÁRIO BAGUNÇAR (---------)
- LAVAR O CARRO DE 15 EM 15 (1/2 OK)



PARA OS "1/2 OK", AINDA TENHO UM MÊS
PARA OS "-----....", BOTAREI NA LISTA DO 2010!!!


O PRIMEIRO ITEM FOI O MELHOR!

Estou feliz com isso, era o quesito mais defasado na minha vida, agora é só botar as coisas nos eixos e seguir em frente! 2010 vai ser o melhor ano da minha vida antes do próximo!


Friday, May 29, 2009

Tê ponto.


Perdi a noção do espaço, quando em teu braço encontrei o infinito
Amor de dentro do peito que sem fundo me perco e me encontro
Nesse momento que nada mais é que um ponto
Arrematando a dor dentro do amor não mais que eterno
Ponto e cruz, cruz e redenção, só o santo cristo redentor entenderia
A entrega total de nós dois no embalo de uma canção
Como sacrificar-me a vida por toda a civilização
Ou me jogar ao mar, buscando a lua que lá refletia
Quando Ismália enlouquecia, eu não ia por caminho tão diferente
E nessa loucura embriagante de amor, não quero outro final
Outro final seria sem ti e, sendo assim, sem mim não há fim
Sem mim o desfecho se instarou sem o alcance dos meus sentidos
Sem os sentidos, os sentimentos não encontram terreno fértil
Não crescem e morrem pútrefes, vazios e pobres
Sinto os sentimentos nos sentidos que me provocam sintomas surreais
Além da realidade, irreal, através do espelho, como um universo paralelo
O seu beijo encerra toda a dor.

Friday, August 08, 2008

Preciso estar só, para aprender a respirar junto a você.
Para aprender a ouvir, para dar valor a tudo que você falar.
Eu sempre dei valor, só não sei ainda medi-lo, vivê-lo.

Preciso estar só, para sentir falta de tudo que você me preenche,
de tudo que você me dá.
De todo amor que há nessa vida e que invadirá muitas outras,
pois sei que nossa existência, nossa equipe de dois, vai além dessa vida.
Quero te encontrar pra sempre em todas as maternidades, em todos os destinos.

Só quero você, por isso preciso estar só.
Tenho consciência de que não é melhor pra mim, nem para você.
É necessário.

Espero que volte quando a minha necessidade passar.
Se não voltar...............[te busco]........te amo.

Wednesday, March 12, 2008

Sobre o nosso trio...

Para Gustavo Maia e Raphael Gimenes

Estudávamos física. Durante várias tardes. Tardes a fio. Desbravando as leis dessa ciência tão fantástica e misteriosa, aplicando fórmulas, desenvolvendo raciocínios e indagações. Tudo isso com o intuito de ficarmos juntos, rirmos e aprendermos. Juntos. Conhecendo o garoto novato, o menino que, com seu sorriso amigo e musicalidade transcendente, nos conquistou a amizade.

O menino que conhecia mais do mundo do que todos nós e sonhava morar na gélida Dinamarca, que namorava com uma garota de lá pela Internet e trazia séculos de cultura para nossos dias e conversas.

Era divertido, era diferente, era novo. A amizade germinava junto com as descobertas, ajudas mútuas, mas sem cobranças, por demais sinceras. Extravazávamos o dia em pedido de licença da noite e da madrugada sem sequer percebermos o excesso, pois era bom perder o tempo e a noção das horas que caminhavam só para rir mais, conversar mais e compartilhar tudo e mais um pouco.

Hoje estamos os três separados pela distância das cidades, dos continentes, do mundo afora. Carregamos conosco, entretanto, tudo que dividimos nesse tempo. Seja em Recife, Salvador ou em algum cantinho da longíngüa Dinamarca, estamos ligados pelo tempo e por tudo que compartilhamos, momentos e aprendizados.

Tão bons tempos foram aqueles, em que a alegria e a falta de preocupação da vida eram maiores que as novas preocupações de uma adulta iniciante e saudosa.
d-_-b²²²² ouvindo: [ Damien Rice - I remember ] - quando, com o colégio vazio, cantávamos/gritávamos essa canção ao som do gianini preto de rapha...

Wednesday, November 14, 2007

Amor-rocha

Pedra a tua boca
Rocha o coração
Mordo o teu lábio
Arranca meu dente
Deito sobre o peito
Que me corta a face

Eia! Amor ferino!
Algoz paixão!
Deixa-me chegar mais junto
De água furar rocha e pedra

Saí da frente do espelho
Fui atrás da minha cachoeira

Tudo em torno dessa batalha. As armas foram entregues, mas será que aprendemos a guerrilhar? É então a hora da luta. Essa de olhos vendados, pois o futuro será dado àquele que ao primeiro corte não capitular, a paciência imprescindível: até o fim.
Multidão de touros em minha direção, sem escape, sem fuga. Chorar? Era mais uma derrota: perder com sabor de entreguismo, de aceitação. Até mesmo contra a corrente, não coloque os braços pra trás. Tentar até o fim. Extrair a última essência de uva da goma de mascar que, em breve, perderá completamente o sabor.
É o objetivo do amor? Gastar-se até o impossível? E a vida passa, pessoas passam, passas, passos, poços sem fim de desentendimento. É um interminável eco, um grito inaudível de um furor cego de desejo. Só me sinto só. Sozinha, esse eco é então reverberação do silêncio que urra às alturas dentro de mim. Brada solidão a dois, breve só, mas um breve que dói.

Friday, October 19, 2007

já era tão escuro que estava quase claro
um ápice e a vertiginosa queda
tanto tempo, tanta espera
é o fim, mas também um novo começo
com o sabor de primeiro passo
de muitos outros dados passos
é a mão nova atada à velha
é o beijo de retorno e de entrega

Monday, October 15, 2007

Uma cama de braços

Sou eu mesma que me apedrejo
Frente ao abismo da insegurança
E também sou eu que me avalio
Me esbofeteio, me nego a mim mesma

São tantos "eu's" julgando meus infortúnios
Chorando lágrimas de insatisfação
Que esqueço que há alguma parte de mim
Que sorri nesse marasmo, nesse tormento

Eis que atravessa o fluxo reverso
E penetra no mais escondido dos rios
O nobre cavaleiro do apocalipse
E transforma minhas velhas verdades

Traz à fonte de energia
O sumo mais deleitoso, a cama macia de braços
O mais sincero dos abraços
Este que engloba os sentidos à paisana

O abraço que vive por sentir que ama.